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domingo, 1 de março de 2026

A Clareza que Nasce da Consciência

 

A clareza é presente que o estado meditativo nos dá. Exatamente essa clareza que faz sair da ilusão, da inconsciência, e enxergar as coisas como elas realmente são, com os olhos da consciência.

A partir desse olhar consciente, toda indignação, revolta e não aceitação são transformadas em compreensão, acolhimento e aceitação.

A partir desse olhar transformamos o sofrimento em gratidão.

Procure primeiro o Reino dos Céus, e tudo mais será acrescentado. O Reino dos Céus é alcançado no momento em que você se sente UM com tudo que existe; ele é o fruto de um estado de consciência que tem como origem a sensação de unificação.

A partir dessa consciência que tudo que você precisa para ser feliz, ou seja, tudo que precisa para cumprir o seu propósito, chega até você com graça e felicidade.

A sua paz está diretamente relacionada a sua capacidade de amar incondicionalmente.

Tudo que você não aceita, é tudo que te tira a paz. Ou você rende ao amor incondicional, ou o sofrimento será garantido.

Coloque tudo na perspectiva da eternidade, coloque tudo na perspectiva do que é real.

Quando você olha para uma experiência a partir desse olhar, quando se mantem consciente de que ela é apenas uma entre as incontáveis que você já experienciou e as infinitas que ainda irá experienciar, que você começa a desidentificar dela.

Quanto mais você avança no processo de desidentificação, ou seja, quanto mais sustenta a observação, mais clareza você tem e, consequentemente, mais você se cura.

Independentemente do que lhe aconteça, seja grato.

Tudo que vivenciamos, a nossa colheita, é referente a algo que emanamos naquilo que chamamos de passado, ao nosso plantio. Então, por mais que você não esteja feliz com a realidade que está criando, por mais que esteja ainda manifestando a partir do inconsciente, seja grato simplesmente por poder cocriar tudo aquilo que desejar.

Olhares sobre o Viver · Escolinha Espiritualista
Texto: Julieta Yoshimura
Título: Elaine Pita

domingo, 18 de janeiro de 2026

Da inconsciência à gratidão: o caminho da cura

Não importa a experiência vivenciada; o que verdadeiramente importa é o sentimento que você nutre em relação a ela.
Toda experiência observada a partir dos olhos do ego tende ao sofrimento. Já aquela contemplada pelos olhos da consciência conduz, inevitavelmente, à gratidão.

O processo de cura reside exatamente nisso: transformar inconsciência em consciência, sofrimento em compreensão, dor em aprendizado.

Todas as pessoas e situações que funcionam como gatilhos para as suas sombras — trazendo à tona conteúdos inconscientes — são, na verdade, seus grandes mestres. É somente por meio da observação dessas sombras e da compreensão das origens das ilusões que a verdadeira transformação pode acontecer.
A partir dessa clareza, toda revolta, indignação ou não aceitação é naturalmente transmutada em gratidão.

Nada está separado de Deus. Nada existe fora Dele. Tudo é Deus.
O primeiro passo para vivenciar a unificação é compreender a lógica do Todo e aceitar que só existe o Um. A partir dessa consciência, sua prioridade passa a ser identificar o que, dentro de você, ainda está preso à ilusão da separação — as crenças limitantes que o impedem de ser quem você realmente É.

Você só pode ajudar o outro quando está bem.
Só pode despertar a luz no próximo quem já permite que a própria luz brilhe.
Se você não está transbordando alegria, presença e consciência, a melhor ajuda que pode oferecer é cuidar de si.

O autocuidado é um ato de responsabilidade espiritual.
Você se ajuda à medida que avança no autoconhecimento e acessa a felicidade que nasce da consciência sobre as origens das próprias tristezas.

Um dos segredos mais zelosamente guardados da humanidade é que temos o poder de criar a nossa própria realidade.
O problema é que muitos o fazem de forma inconsciente.

Ao longo dos séculos, aqueles que compreenderam esse mecanismo souberam que o controle das percepções é essencial, pois criamos conforme percebemos.
Quando somos mantidos em estados de medo, confusão, estresse e caos, perpetuamos essas frequências, manifestando realidades correspondentes.

Frequência e vibração moldam a matéria.
Assim, nossos estados emocionais e mentais — individuais e coletivos — participam ativamente da construção do mundo que habitamos.

Olhares sobre o Viver · Escolinha Espiritualista
Texto: Julieta Yoshimura
Título: Elaine Pita

quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Silêncio, Confiança e o Caminho do Autoconhecimento

  

SÓ POR HOJE ME MANTENHO CALMA! SÓ POR HOJE SEM PREOCUPAÇÕES! SÓ POR HOJE SOU GENTIL COM TODAS AS PESSOAS! SÓ POR HOJE TRABALHO COM AMOR E HONESTIDADE! SÓ POR HOJE SOU MUITO GRATA! SINTO MUITO, ME PERDOE, EU TE AMO, SOU MUITO GRATA!

 

Para se entender, é preciso se escutar. Você avança na sua auto escuta à medida que avança na prática do silêncio, à medida que, através de um encontro a sós consigo mesmo, você cocriar o ambiente favorável para observar os seus pensamentos e sentimentos. Quanto mais você avança no seu processo de auto-observação, quanto mais consegue se olhar a partir do estado meditativo, mais clareza você tem de si, ou seja, mais você consegue enxergar o seu verdadeiro eu

Todo medo da escassez tem como origem a falta de confiança. Quando você confia, você experiência a certeza de que tudo que for necessário para cumprir o seu propósito, ou seja, tudo que você precisa para ser feliz, lhe será provido na hora e nas quantidades perfeitas. A partir dessa confiança que você se torna preparado para receber todas as bem-aventuranças que o Todo tem para lhe ofertar.

Muitas vezes, é difícil aceitar que o melhor para o Todo não é necessariamente o que consideramos como melhor. É exatamente nessas situações que você precisa confiar que os planos de Deus são melhores que os seus planos, que tudo segue um cronograma divino. Quanto mais você conseguir se mover através da aceitação, maior será a clareza que o fará substituir a indignação pela gratidão.

No final, tudo irá ficar bem. O final é você quem cria, ele é representado pelo momento em que a falsa sensação de separação dá lugar à certeza da unificação. A partir desse momento que você passa a compreender que todo medo que sentiu, todo sofrimento que experienciou, foram consequências de um período de esquecimento de si próprio. Ao se tornar consciente disso, ao compreender que tudo fez parte do conjunto de experiências que foram necessárias para o seu despertar, todo sentimento negativo é substituído pela mais pura gratidão.

Se uma pessoa lhe tratar bem, trate ela bem. Se uma pessoa lhe tratar mal, trate ela bem. O modo como ela lhe tratar voltará para ela, assim como o modo que você a tratará voltará para você. Tudo diz respeito a você, ou seja, não espere o amor do próximo, seja você o amor que deseja ver no próximo.

Enquanto houver negação, não haverá clareza. Nós não conseguimos compreender com profundidade aquilo que negamos. Ou seja, é preciso primeiro acolher as suas sombras, acolher os seus traumas, para que depois, à luz da consciência, a clareza possa aparecer. O caminho da cura é o caminho da aceitação, é o caminho do dizer sim para tudo aquilo que o ego insiste em dizer não.

O melhor presente que você pode dar a si mesmo é assumir um compromisso com o autoconhecimento. Todo sofrimento experienciado, toda dor vivenciada, é a resposta a uma ação oriunda do inconsciente, oriunda do eu identificado com o ego que se julga separado do Todo. Somente através do autoconhecimento, de um estudo profundo de si mesmo, é que conseguimos sair da ilusão da separação, das garras do ego, e retornar à consciência da unificação, à consciência de quem realmente somos.

Olhares sobre o Viver · Escolinha Espiritualista
Texto: Julieta Yoshimura

quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

A Meditação é um Portal para a Compaixão

 


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Quando você se torna o observador, quando sustenta o não julgamento, você é levado a pensar e sentir como o outro pensa e sente, ou seja, você é conduzido à prática da empatia.

A partir da empatia que mesmo que outro te julgue, que projete as sombras dele em você, a compaixão será a sua resposta natural.

Se aconteceu é porque era o melhor para o Todo.

Toda vez que as coisas não saem da forma como você gostaria, da forma como planejou, quer dizer que, nesse caso, os seus desejos não eram os mesmo do Todo.

Você só irá criar sua realidade de forma consciente quando alinhar os seus desejos com os Dele, ou seja, quando os seus desejos tiverem como origem o amor incondicional.

Compreender a auto responsabilidade fatalmente o levará à gratidão.

Quando você se torna consciente de que é o responsável pela situação em que se encontra, de que é o senhor do próprio destino, você passa a observar quem em você está criando as situações que você não deseja mais vivenciar.

Ao enxergar, ao ter a clareza que permite que a cura aconteça, você é tomado pelo mais puro sentimento de gratidão.

Todo desejo de ter razão, de provar que está certo, vem do ego.

Você sai dos domínios do ego à medida que o desejo de ter clareza, de permanecer como observador, se torna maior que o desejo de ter razão.

E quanto mais você permanece no estado meditativo, quanto mais sustenta a observação, mais você consegue aceitar e acolher aqueles que pensam diferente de você.

Se você não se enxerga criando a própria realidade, que dizer que você não está consciente dos próprios sentimentos.

Através do autoconhecimento, do olhar para dentro a partir dos olhos do observador, que a sua realidade começará a fazer sentido.

Quanto mais você se autoconhece, quanto mais clareza tem do que sente, mais consegue enxergar e se desidentificar das crenças limitantes que o impedem de cocriar sua realidade alinhada com o amor incondicional.

Todo medo é ego.

A consciência se manifesta no estado meditativo; ou seja, não é que ela negue o medo, ela simplesmente não se identifica, ela permanece sempre como o observador, ou você está em estado meditativo, ou está identificado com algum medo.

Dentre os ensinamentos que a terceira dimensão nos oferece, a impermanência é um dos principais.

Todo tipo de apego trará sofrimento, pois, um dia, as coisas que você ama não estarão mais aqui; um dia você não estará mais aqui.

Deseje ao próximo aquilo que você gostaria para você.

Aquilo que você desejar ao próximo, aquilo que emanar para ele, será exatamente aquilo que se manifestará em sua realidade – eletromagnetismo.

Todo ódio, todo desejo de vingança, todo mal que você deseja ao outro, na verdade, você está desejando a si próprio.

Olhares sobre o Viver · Escolinha Espiritualista
Texto: Julieta Yoshimura

O Despertar Não se Impõe, se Sustenta

 


É natural que o despertar traga consigo o desejo de ver o outro despertar.

 

Uma vez que você abre os olhos, é comum querer que todos os abram. E o próximo passo é você compreender que cada um tem a sua hora e que, no final, é tudo uma questão de livre arbítrio.

E é exatamente quando você toma essa consciência, quando solta o desejo de mudar o próximo e foca sua energia em manter-se desperto, que você se torna um catalisador para o despertar do próximo.

Se você não consegue imaginar, você não consegue sentir e, se você não consegue sentir, então não consegue manifestar.

Tudo que você não consegue imaginar, tudo que acredita ser impossível, são exatamente as crenças limitantes que você precisa curar.

A cura acontece à medida que você experiência o amor incondicional, ou seja, à medida que reconhece em si as infinitas possibilidades.

Ou você sustenta a sua verdade, ou o sofrimento será garantido.

Muitas vezes o que nos tira do caminho da verdade é o medo da não aceitação, do não pertencimento.

Enquanto você não compreender que está sozinho na jornada, enquanto não se sentir completo em si mesmo e soltar tudo e todos, os medos oriundos da ilusão da separação o conduzirão o sofrimento.

Cada ser passará por um conjunto de experiências até que o inevitável aconteça, até que se torne consciente de que somente o amor existe.

Essa consciência só pode ser atingida através do soltar e aceitar o divino em si.

Você precisa baixar a guarda para o amor, ou seja, você precisa dar licença para que ele possa se manifestar através de você.

Nenhum medo irá durar para sempre, não há sofrimento que um dia não terá seu fim.

Somente o amor existe e somente ele existirá, ou seja, se você está experienciando um sentimento diferente do amor, a única certeza é de que, mais dia ou menos dia, ele terá um fim.

Então, por mais que hoje você se encontre em um cenário desafiador, saiba que é uma questão de tempo até que você olhe para ele com um olhar de gratidão.

Somos um canal de manifestação de Deus, o Todo.

Você só irá realmente compreender isso quando, nem que por um instante, você experienciar o sentimento de unificação, ou seja, você se sentir Ele.

Quanto mais você sustentar essa consciência, quanto mais sustentar o estado meditativo e observar Ele atuando através de você, maior será o seu sentimento de gratidão.

Somente você é capaz de se livrar dos seus incômodos.

Enquanto você acreditar que o outro precisa se comportar da forma como você gostaria para que ele não te incomode, enquanto sua paz depender do externo, fatalmente, você atrai para si pessoas e situações que serão gatilhos para os seus incômodos.

Já quando você, através do autoconhecimento, se dedica a compreender quem em você ainda se sente incomodado, você é agraciado com a clareza que te permite sustentar a paz mesmo que o outro queira de forma consciente te incomodar.

Olhares sobre o Viver · Escolinha Espiritualista
Texto: Mestra Julieta Yoshimura
Título: Elaine Pita

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

O Grande Desafio do Auto Conhecimento



O grande desafio do autoconhecimento não é se lembrar quem você é, e sim se desidentificar do seu eu ilusório criado pelo ego que você acreditou ser.


Sua essência sempre foi e sempre será o amor incondicional e essa verdade nunca irá se alterar.


Quando você se livrar dos seus traumas, dos seus medos, das suas crenças limitantes, o que restará será o mais puro amor incondicional.

 

Toda experiência de medo, toda dor, todo sofrimento, têm como origem o fato de você ter se esquecido quem realmente É, porque ao se sentir separado de Deus, separado do amor, você abre espaço para experienciar todo tipo de sentimento de baixa vibração.

 

Se autoconhecer, tornar-se consciente do seu verdadeiro Eu, é o único caminho para transformar sofrimento em alegria.

 

Tudo que for diferente do amor incondicional virá à tona para ser reconhecido e transmutado. Toda mentira, todas as máscaras que utilizamos para lidar com as nossas ilusões, não serão mais possíveis de serem sustentadas. Então, ou você aproveita o momento para se autoconhecer e se curar, ou irá colher as dores de cocriar a realidade a partir do inconsciente.

 

Não lute, se renda, porque tudo que você luta contra, tudo que você não aceita, se manifestará ainda mais em sua realidade até que a cura aconteça. Já quando você solta, quando aceita as coisas como elas são, você é presenteado com a clareza de enxergar o propósito da existência daquilo que até então você desejava eliminar.

 

Exatamente a partir dessa clareza que toda não aceitação é transformada na mais pura gratidão.

 

Você só saberá realmente o resultado de uma experiência quando vivenciá-la, qualquer coisa diferente disso é apenas projeção. Você só irá exercer sua liberdade de tentar de forma plena, quando se livrar da crença no certo ou errado, quando compreender que toda experiência de quem você realmente É.

 

Então, independentemente da situação em que você se encontre, siga sempre seu coração, observe e aprenda com o caminho.

 

Amar incondicionalmente é amar tudo e todos independentemente da situação.

 

Então, se existe alguém ou alguma memória que você não consegue amar, que ainda te faz entrar no julgamento, o primeiro passo é aprender a dar amor a esse eu que não consegue amar, o eu que ainda está identificado com a experiência, porque nós oferecemos ao outro aquilo que existe dentro de nós, ou seja, se você deseja oferecer amor incondicional, primeiro é preciso se amar incondicionalmente.

 Olhares sobre o Viver · Escolinha Espiritualista

Texto: Julieta Yoshimura

 

sábado, 5 de janeiro de 2019

Gratidão


 
Você já agradeceu hoje?

Falar sobre gratidão pode parecer piegas e até religioso, mas gosto de falar sobre o que acredito e pratico. 


Ser uma pessoa agradecida proporciona saúde, positividade, bom humor e pode facilitar a resolução de problemas, sabe por quê?


Porque pessoas agradecidas não se deixam abater pela dor, a dor existe e faz parte da existência humana, mas adianta se paralisar pela dor e chorar?


Arregace as mangas, limpe suas lágrimas e agradeça, agradeça a oportunidade de aprendizado que essa dor está lhe proporcionando de errar menos, sinta-se grato porque se a dificuldade chegou até você é porque tem capacidade de solucionar a situação desafiadora que você está passando.


Saia do papel de vítima e pergunte a si mesmo o motivo de seus erros e perdas, se responsabilize e resolva, porque nada é permanente, nem a dificuldade, sim ela passa, acredite.


Comece seu dia agradecendo pela vida, sua saúde, seu trabalho, enfim, tenho certeza que se parar por um minuto todas as manhãs, encontrará muitos motivos para agradecer. 


É isso!! Gratidão e boa semana a todos!!


Karina Raquel Teixeira
Psicóloga

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

A FORÇA DA GRATIDÃO


E se você acordasse amanhã só com o que você agradeceu hoje? Anônimo


Demorei a começar a escrever este capítulo, pensando na pergunta formulativa. Crio que você também deva ter sentindo o impacto da indagação, e, se você for como eu, chegou à amarga constatação de que amanhã acordaria com bem pouca coisas...

Há pouca gratidão em nossa vida! E encontrei alguns motivos para isso. O primeiro deles diz respeito à maneira pela qual a nossa mente foi aparelhada para aprender rapidamente com as experiência ruins, mas não tão rapidamente com as boas. Desse modo, damos mais importância aos problemas que nos ameaçam do que às coisas boas que nos acontecem.

A fala de gratidão é quase sempre uma falta de percepção nossa das inúmeras ocorrências positivas que nos felicitam todos os dias, principalmente daqueles acontecimentos diários que eu chamo de “pequenas felicidades”: o abraço de um filho,  a visão de uma árvore florida, voltar para casa depois de algum dia estafante, a visita de um amigo, o sorriso de uma criança, a palavra afetuosa de um familiar, ter uma cama para dormir, água para o banho, remédio para dor, música para sonhar, livros para voar e tantas outra pequenas felicidades que passam despercebidas por nós. Incorporar a gratidão como um hábito de vida faria com que sentíssemos o contentamento pelas coisas boas da vida, aumentando, indiscutivelmente, os níveis da nossa felicidade.

O outro motivo pela qual tendemos à ingratidão está ligado ao nosso egoísmo. Quem explica isso muito bem é o filósofo André Comte-Sponvilles:

 “O Egoísta pode regozijar-se em receber. Mas seu regojizo é seu bem, que ele guarda só para sí. Ou, se o mostra, é mais para fazer invejosos do que felizes: ele exibe o seu prazer, mas é o prazer dele. Já esqueceu que os outros têm algo a ver com isso. Que importância têm os outros? Por isso o egoísta é ingrato: não porque não goste de receber, mas porque não gosta de reconhecer o que deve a outrem, e a gratidão é esse reconhecimento...”


Nosso comportamento egoísta desconhece que, as retribuirmos nossa alegria em forma de gratidão, estamos, na verdade, somando alegrias, compartilhando felicidade, aumentando o próprio prazer, o que, inevitavelmente, fará com que a nossa sensação de bem-estar se amplie consideravelmente. Ser mais generoso e menos egocêntrico favorece a prática da gratidão e, por consequência, passamos a ser pessoas mais felizes.

Gratidão e felicidade são como irmãs que jamais se separam. Uma não vive sem a outra e uma engorda a outra. Quando dou atenção ao que corre bem comigo e sou grato por isso, sou invadido por uma sensação de felicidade. Sinto-me abençoado pela vida e, por consequência, a vida me abençoará mais ainda. Foi Jesus que disse isso:

 “A todo aquele que tem, será dado mais, e terá em abundância.”

A prática da gratidão nos faz ver o que temos e nos sentimos felizes por isso, o que gera dois grandes benefícios:
 a) satisfação emocional pelos aspectos positivos da nossa vida:\
 b) sintonia com a lei espiritual da abundância, abrindo-nos as portas para novas bênçãos, pelo estado de positividade em que a gratidão nos coloca.

A ingratidão, porém, tem o efeito inverso: nos deixa com o ânimo abatido pela sensação de desventura, quando não revoltados com o mundo, gerando infelicidade e uma energia espiritual negativa, que gera mais carência ainda. Novamente, é Jesus quem diz: “Mas daquele que não tem, até o que tem lhe será tirado.”O que não tem é o que não enxerga o que tem e muito menos se alegra com o que tem!

Tomara que amanhã a gente acorde com todas essas coisas boas que vamos passar a agradecer a partir de agora!

José Carlo de Lucca – Livro pensamentos que ajudam

A Cura Começa quando Paramos de Fugir do que Sentimos

Curar não se parece com um triunfo imediato, nem como uma luz acesa o tempo todo. Curar, muitas vezes, manifesta-se como cansaço, como silên...