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sexta-feira, 15 de outubro de 2021

O OUTRO CAMINHO


“De maneira que a lei nos serviu de aio par a nos conduzir a Cristo...” Gálatas 3: 2-4

Muitos dizem ser seguidores de Jesus. Os Cristãos lutam entre si, armando-se verbalmente, para dizerem que só eles é que seguem a Jesus.

Ao longo dos séculos, muitas guerras foram geradas e mantidas por aqueles que se diziam apologistas da verdade e pretendiam seguir os ensinos de Jesus.

Muitos estimam seguir Jesus; entretanto, poucos, muito poucos intentam seguir o Cristo pelas estradas estreitas da vida.

Procuremos meditar nisso e vejamos quanto temos estado com Jesus.

 Os caminhos do Cristo passam pelos momentos difíceis de todos os homens. Seguem nas vielas escuras dos padecimentos humanos. Dobram-se ante as aflições alheias e prosseguem sempre sendo pisados pelas prostitutas, pelos famintos, pelos sedentos, pelos deserdados, pelos rejeitados da sociedade. Esses são os caminhos de Jesus.

Procurar segui-lo nas horas de alegria ou entre os aplausos do mundo é apenas engano. Quando o procuramos, nós o encontramos servindo, amando e sofrendo com as dores do próximo.

Não nós iludamos. Não é muito mais nas ruas asfaltadas ou nos caminhos floridos que o encontraremos. O Cristo prossegue sua caminhada à margem da estrada, no próprio coração daqueles que sofrem.

Alex Zarthú – Robson Pinheiro – Livro Serenidade

 

SEGUINDO ADIANTE

“... andai como filhos da luz.” Efésios 5:8.

Difícil aquilatar a extensão das dificuldades alheias. Não sabemos com certeza a respeito das causas que geraram a situação angustiosa de certas provações humanas. Mas, com certeza, podemos contribuir para que o homem não desanime em suas provas e continue caminhando rumo ao equacionamento de seus problemas.

Por mais duras que pareçam as experiências ou por mais difíceis que sejam os caminhos escolhidos, nunca te permitas o repouso enganador e não te detenhas evocando os tropeços da jornada.

Caminha sempre, confiante de que a bondade de Deus nunca nos desampara. Por mais se nos afigure longínquo o socorro divino, é devido a nossa visão, que se turva pela nossa imperfeição.

Deus nunca tarda com o recurso celeste. Ele está sempre adiantado na solução de qualquer problema. Talvez o homem procure resultados diferentes daquele que lhe é apresentado. E quem sabe ele não tenha tomado atalhos em sua jornada, desviando-se dos planos do Alto?

Por isso mesmo, continua na marcha, pois Deus nos encontra sempre no lugar e na hora exata em que mais necessitamos do seu amor.

Parar só complica as coisas. Estacionar, jamais. Caminhe firme, mesmo à custa de suor e de dor, sabendo que Deus abre estradas seguras que vão ao encontro dos caminhos tortuosos que escolhemos.

Mantém o ânimo e não destas do trabalho enobrecedor, renovando tuas forças sob a proteção d’Aquele que é todo amor e misericórdia.

Quando as lágrimas ameaçarem descer de teus olhos, abraça-te nas asas da prece e, confiante, continua tua jornada, ao amparo das forças superiores.

Em apenas um minuto, todo o panorama do mundo pode ser transformado pela bondade de Deus, e tu mesmo te surpreenderás com quanto és amado e quanto Deus confia em ti.

 

Alex Zarthú – Robson Pinheiro – Livro Serenidade

 

CHAMADO AO TRABALHO



“Portanto, como diz o Espírito Santo, se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais os vossos corações...” Hebreus 3: 7-8

A condição íntima de cada um é definida pela sua capacidade de amar. Cada um é defrontado, durante a vida, com questões graves, que influem em seu futuro. Mas o estado íntimo ante os problemas que a vida apresenta é oportunidade de verificarmos como temos progredido. Nossas decisões nos momentos difíceis provam quanto temos aprendido na escola do mundo.

A voz interior da sabedoria divina nos chama sempre para o caminho do equilíbrio.

A depressão, a angústia, o sofrimento moral e a ansiedade podem até ameaçar a harmonia do ser, mas a Divina Voz, que chama dentro de cada uma, através de sua consciência, conclama para o trabalho renovador. Ouvindo o apelo interior, cada um poderá, por si mesmo, devassar o mundo íntimo e espantar a sombra de melancolia que ameaça o equilíbrio.

Mas o homem pode ignorar os apelos santificantes do Alto, entregando-se aos fantasmas destruidores da alma, como os conflitos que o subjugam, afastando-se da única possibilidade de nascer de novo. Olvida a Voz Superior que o convida ao recomeço.

Desenvolver a sensibilidade do coração é dar-se nova oportunidade. É preciso suavizar as emoções, a fim de ouvir a voz do íntimo.

Deus fala conosco, convidando-nos a superar as fronteiras do eu e a crescer no trabalho enobrecedor. Somos filhos de Deus, e o Seu chamado para nós não deve ser ignorado.

Não há mais tempo para se entregar aos conflitos da alma. Desenvolvamos a energia espiritual, que nos fortalece através do otimismo e da nossa postura digna de nós mesmos. Ousemos crescer, trabalhando sempre, pois o trabalho é medicação segura contra os males que nos ameaçam.

Alex Zarthú – Robson Pinheiro – Livro Serenidade


quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

LUZ DA VIDA



“Nele estava à vida, e a vida era a luz dos homens.” João 1:4.


A luz interior é um estado de alma. Muitos andam permanentemente em trevas. A ignorância é cultivada em massa, quando se evita e esclarecimento íntimo. Ante a grandeza da vida, poucos avançam para a lucidez espiritual, que produz a iluminação do ser.

A fase infantil da escalada humana rumo ao infinito ainda não foi superada por muitos. Como crianças na escola da vida, os homens ainda se ocupam com futilidades e brincam de viver. As questões efêmeras permanecem como centro de atenção, e poucos se esforçam por se tornar conscientes ou lúcidos no que se refere à realidade do universo.

Alguns, que tentam superar os limites estreitos da fase infantil, começam a despertar a luz bruxuleante da consciência de humanidade. Mas, com as imposições da sociedade contemporânea, demoram-se demasiado na fase da adolescência espiritual.

Aí é que se manifestam os conflitos conscienciais e psicológicos, os traumas, medos e ansiedades que emergem do passado espiritual por imposição da lei do carma. O homem encontra-se dividido entre a possibilidade do crescimento espiritual e os apelos do mundo, produto de uma sociedade que submerge nas vagas da mendicância moral.

Paulo de Tarso classificou esse estado de conflito íntimo como sendo a batalha da lei do pecado e da morte contra a lei da vida, o homem velho e o homem novo.

Ninguém se engane quanto às condições em que se dará a ascese espiritual. Não há elevação sem lutas, e luz alguma se acende se incomodar as trevas.

É preciso fazer luz na escuridão de todas as almas que ainda se mantêm prisioneiras do passado sombrio. A luz verdadeira é a iluminação da consciência e a sensibilização do coração, que produzem o equilíbrio íntimo.

Robson Pinheiro – Alex Zarthúr - livro Serenidade


domingo, 28 de outubro de 2018

O CAMINHO DO REEQUILÍBRIO



"E, dizendo isso, mostrou-lhe as mãos e os pés."Lc 24-40

O ser humano é o resultado de suas aspirações. A harmonia ou o equilíbrio da personalidade é a resposta do comando do ser, por intermédio da mente, promovendo a integração do eu com o corpo.

Muitas vezes o rompimento desse equilíbrio é divido à imprevidência do homem. Ninguém consegue ser feliz e sentir-se integrado com a vida, auto-realizar-se, sem conquistar as metas que estimulam as emoções sadias.

O desconhecimento de sua natureza espiritual e das leis que regem a vida inibe as enrgias da alma, permitindo que algozes mentais se materializem nos comportamentos abusivos e desregrados.

A demora nesses conflitos perturbadores, que rompem o equilíbrio, atrai outras mentes infelizes, que se consorciam ao homem, produzindo as chamadas obsessões.

A princípio de maneira incipiente, depois de forma mais declarada, as desarmonias passam a tornar-se patológicas. Surgem, então, os fantasmas do comportamento doentio. A timidez aprisiona o ser dentro do castelo de suas deficiências psicológicas.

A angústia, como sentimento destruidor, ameaça ruir as melhores realizações pessoais, alienando a sua vida.

Sem o posicionamento correto e coerente, o homem torna-se instrumento de outras inteligências e passa a pensar e agir maquinalmente, confundindo-se na multidão.

A ansiedade surge então como algoz que procura destruir o ser, na busca louca pela realização material, pela procura de métodos salvacionistas e promessas que jamais serão cumpridas. Esse é o modelo psicológico de muitos que se deixam enveredar pelo caminho do desequilíbrio.

Todos esses fantasmas psicológicos são máscaras de um ego  ferido e mal-resolvido,  que requer a urgência da medicação espiritual. O homem deve vigiar seu comportamento íntimo para detectar os sinais perigosos da desarmonia e erradicá-los de sua alma.

O Evangelho e a doutrina espírita, com o conhecimento das causas pretéritas dos distúrbios da alma, desempenham papel importante como terapia emergencial. Plea vivência dos princípios do Evangelho, o homem libera-se desses distúrbios avassaladores; pelo esforço de auto-educação e de modificar-se, superando as más inclinações, desenvolve a consciência de que a gênese de sua infelicidade não é externa, mas interna. Assim, opta pela saúde integral.

É hora de retomar a caminhada e reequilibrar-se, procurando ser feliz.

Robson Pinheiro - pelo espírito de Alex Zarthu - Livro Serenidade - cap. 29

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

A Inveja


"E disse: 'Em verdade vos digo que nenhum profeta é bem recebido na sua pátria'. "Lucas 4:24

A Inveja é uma chaga que destrói pouco a pouco as melhores aquisições da alma. Mina as energias e povoa as noites frias com a intensidade do calor das brasas, pois inquieta aquele que a abriga. Aquele que abre espaço interior para a inveja está doente da alma. O invejoso não somente se inquieta com o sucesso e as atitudes alheias, como também envolve a pessoa vítima do seu desequilíbrio nos fluidos mórbidos de sua insensatez.

Por sua vez, quem se faz alvo da inveja precisa manter-se digno de si mesmo, elevando o seu padrão de sentimentos e emoções, continuando sua jornada. Se se preocupar com as impressões dos outros poderá perder as melhores realizações de sua vida.

A inveja produz o preconceito,outra chaga que se espalha pelos corações dos homens. Ambos, promovem a perseguição do objeto alvo de suas atenções. Certamente que a sua existência no interior das criaturas é devido a uma visão errada da vida. Flata o autoconhecimento.

Por se achar momentaneamente incapaz de realizações semelhantes às do seu próximo, o homem entrega-se aos pensamentos e às ideias mesquinhas, formando o ninho moral onde nasce a inveja. Muitas vezes, também, aliadas à crença na própria incapacidade, a preguiça ou a covardia para lutar pelas próprias realizações produzem essa chaga destruidora, que só será cicatrizada com trabalho digno e honesto.

O remédio para esses e outros males morais é o retorno para dentro de si, numa análise profunda da vida. O conhecimento de si mesmo é a chave para a porta do sucesso interior, o qual iluminará as sombras da alma enferma.

Em qualquer situação da vida é preciso ter coragem para experimentar, para viver, para sair de si mesmo e transbordar-se em realizações que satisfaçam a sede interior de elevação da alma.

Robson Pinheiro - pelo espírito de Alex Zarthúr - livro Serenidade

Morte e Vida

"Disse-lhe Jesus: 'Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morte, viverá' ". João 11: 25

Morte e vida são duas etapas da mesma experiência. A morte não tem existência real no universo. A sombra também não, pois a sua existência é uma ficção, é apenas a negação da luz.

Quando se abre um quarto escuro, as sombras nunca invadem a luz, fazendo trevas. O contrário acontece: a luz dilui a escuridão, fazendo claridade.


A morte, por não ter existência real, não pode aniquilar a consciência. O nada não existe. Tudo é vida, e a própria morte dilui-se na eternidade da vida, que faz luz em toda parte.


Ainda é necessária a visão da morte, a fim de que o homem valorize e entenda a vida. Assim como a sombra, a morte é necessária para os filhos valorizarem a beleza da luz.

Podemos observar todos os dias o fenômeno da desagregação celular dos corpos físicos. Tudo e todos morrem diariamente, e a vida ressuscita gloriosa a cada manhã, em cada nova experiência.

Morrer é uma experiência reservada a todos. Porém, desencarnar é para poucos. Morre-se todos os dias, mas desencanar é despegar-se da carne, das questões materiais e efêmeras, e  desdobrar a consciência a etapas mais amplas da experiência da vida.

Morrer, todos morrem. Todavia, é preciso desapegar-se e ressurgir com a consciência plena na realização do bem de todos, a fim de que o bem de todos se converta no bem em favor de nós mesmos.

Robson Pinheiro - pelo espírito de Alex Zarthú - livro Serenidade

A Cura Começa quando Paramos de Fugir do que Sentimos

Curar não se parece com um triunfo imediato, nem como uma luz acesa o tempo todo. Curar, muitas vezes, manifesta-se como cansaço, como silên...