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quinta-feira, 4 de setembro de 2025

O Sagrado da Reciprocidade

 


Ela não é medida de troca, nem balança de méritos.

É corrente viva, é verdade que encontra caminho de volta.

Reciprocidade é quando o que nasce do coração não busca recompensa, mas repousa em acolhimento.

 É quando um gesto simples retorna em forma de cuidado, sem promessa, sem cobrança – apenas presença.

Ela não exige, não pesa, não cobra.

Acontece no silêncio sutil das almas que se reconhecem, na entrega leve de quem sabe respeitar o espaço do outro e ainda assim permanecer junto.

Onde existe reciprocidade, há raízes que firmam, flores que desabrocham no tempo certo e laços que não se desfazem com o vento.

E quando a vida pede pausas, é porque a alma precisa de descanso... Olhar com cuidado para dentro de si, e reconhecer, acima de tudo, que o Divino sempre nos dá nova chance para recomeçar.

Namastê!

Busque conhecimento, emita amor, seja Luz!

Olhares sobre o Viver · Escolinha Espiritualista
Texto: Julieta Yoshimura


domingo, 7 de abril de 2019

TRÊS PORTAS

Acordei com a prece da Serenidade na mente!...
"Senhor!
Dai-me serenidade para aceitar as coisas que eu não posso mudar..
Dai-me coragem para mudar aquela que posso..
E dai-me Senhor a sabedoria para distinguir entre as duas."
Abri meu livro de cabeceira (um deles rsrs.) e caiu a mensagem  "três portas" (Livro Pensamentos que ajudam - José Carlos de Lucca). Na hora eu ia abrir outra mensagem, pois não fazia muito tempo que já havia caida essa mesma para leitura.. Mas algo me disse.. Leia! Tem tudo haver com a prece que você tem em mente!
Então percebi (de novo rsrsr..) que o acaso não existe! E que algo tinha para mim! Algo querendo me sinalizar... Ficar atenta nos decorrer do dia.. Da semana...Da Vida!

Compartilho com você leitor, pois é uma pérolas para nossa reflexão:
Elaine Saes


"Seja humilde para admitir seus erros, inteligente para aprender com eles e maduro para corrigi-los." Anônimo
Esse pensamento  tão simples e sábio nos chama a atenção para três virtudes importantes diante dos inevitáveis erros que todos nós cometemos ao longo da vida: humildade, inteligência e maturidade. É um roteiro capaz de transformar o erro em degrau de crescimento, e não fazer dele um presídio de fracassados. Será que, porventura, já não estamos presos? Se a resposta for positiva, chegou a hora de sairmos da prisão! E, para sair dela, precisamos passar por três portas. Vamos a elas?

A primeira porta delas é a porta da humildade. Humildade para reconhecer nossos erros. O que geralmente trava essa porta é o orgulho, que tenta nos tirar qualquer responsabilidade sobre os nossos problemas. É claro que nem tudo é da nossa responsabilidade, mas naquilo que for, é preciso ter  humildade para reconhecer os nossos equívocos. A  humildade nos ajuda a diminuir os efeitos da vergonha, pois ela nos faz ver que não somos perfeitos, que não temos todas as habilidades, nem todos os saberes. Aliás, ninguém tem! Mas o nosso orgulho se recusa a admitir isso, e, por tal razão, Jesus falou que os orgulhosos seriam rebaixados ( e nós sempre nos achamos lá no alto, não é?).

A humildade nos tira das alturas e nos põe os pés nos chão. Aliás, a palavra "humildade"tem sua raiz etimológica no vocábulo grego "humus", que significa "terra". Humildade, portanto, é aquele que não se sente superior a ninguém, pois ele tem os pés no chão. Como espíritos em construção, ainda temos uma boa parcela de inabilidade e ignorância, o que não é nenhum demérito. Isso não nos diminui, pois o erro não nos define. O erro é apenas uma fotografia que retrata nossa condição num determinado momento da existência, mas que não define aquilo em que poderemos nos transformar segundos depois.

Depois de passarmos pela porta da humildade (ufa, já fizemos um grande avanço!), estaremos diante da porta da inteligência. E não nos será exigido qualquer conhecimento acadêmico - basta a reflexão sobre o que aprendemos com nossos erros. A maioria de nós costuma apenas ficar se remoendo em culpas pelos equívocos cometidos. Não adianta muito, pois a culpa costuma nos deixar na prisão. Jesus afirmou que a verdade nos liberta. Então, qual é a verdade sobre o nosso erro, o que nos levou a cometê-lo, que motivações internas tivemos para agir daquela forma? Não são perguntas tão fáceis de serem respondidas, pois exigem certa introspecção, mas são fundamentais, porque funcionam como uma endoscopia da alma, sem a qual ficaremos sem o diagnóstico dos nossos males e, portanto, sem as chances de cura. No autoconhecimento, está a chave que nos liberta dos problemas e nos faz progredir e melhorar nesta vida (sugerimos a leitura dos questões 919 e 919a - L.E. de Allan Kardec)

Quando deixamos a sonda mostrar o que carregamos por dentro, chegamos às mais diversas conclusões, sendo as mais comuns: agimos por imprudência, inexperiência, insegurança, desatenção, medo, inveja, ou mesmo por falta de sensibilidade em relação ao outro. Aqui, eu fico com Chico Xavier: "Cada pessoa se encontra num grau de maturidade espiritual. Não creio que alguém aja deliberadamente no mal. Os nossos erros são oriundos de nossas limitações"(Orações e Chico Xavier, Carlos A. Baccelli, LEEP)

Depois de olharmos para as pedras nas quais tropeçamos, estaremos mais atentos quando elas surgirem outra vez (e vão surgir!). E, quando isso acontecer, nós já saberemos na carne que elas nos machucam. Essa é a terceira porta que nos põe definitivamente em liberdade! A porta da maturidade, que somente se abre quando nos decidirmos a vender as limitações que já nos levaram ao erro.

Talvez, uma tendência instintiva ainda queira repetir a experiência do erro, queira tropeçar na mesma pedra, porque, de alguma forma, algum tipo de prazer ainda obtemos. Isso é muito natural e até humano, eu diria. A natureza não dá saltos. Mas, quando isso acontecer(e vai acontecer), façamos o esforço de nos lembrarmos das dores e desgostos que vêm depois que tropeçamos a pedra. Recordemos o que já sofremos e imaginemos o quanto sofreremos novamente! E, diante da pedra de tropeço, nos perguntemos: Vale a pena sofrer outra vez? Vale a pena não crescer?
A vida não recompensa os amadores... 

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Projeto em construção


A aceitação de sim mesmo tem alguma coisa a ver com humildade, com a coragem de aceitar sua própria humanidade.
Anselm Grun

Um dos principais caminhos para e ter uma autoestima adequada é desenvolver a capacidade de aceitação de si mesmo. Ninguém ama o que não aceita. Quase todos nós alimentamos uma forte sensação de autorrejeição, por não sermos aquela pessoa perfeita que gostaríamos de ser. E isso nos deixa constantemente frustrados e inseguros, sem que o amor possa nos propiciar uma experiência mais feliz de viver.

Nosso grande algoz é o orgulho, que nos faz demasiadamente pretenciosos de uma perfeição para hoje, quando essa perfeição somente poderá ser conquistada ao longo de muitas vidas, de muitas experiências e, também, de muitos tropeços.

Por isso, estou relacionando a aceitação de nós mesmos à humildade. Não basta saber que temos pontos fortes. É preciso também aceitar as nossas fraquezas e limites. Aceitar o nosso real tamanho! O orgulho nos põe no mundo do ideal e a humildade nos traz para o real. O único lugar em que as mudanças podem ocorrer.

Precisamos tirar as vendas do orgulho e nos enxergar com a naturalidade própria de um ser humano. Nem sempre agiremos com perfeição, nem sempre seremos os melhores, os mais fortes, nem sempre saberemos as respostas, nem sempre encontraremos a solução pronta para tudo. Nem sempre estaremos de bom humor, nem sempre teremos paciência. Quando tudo isso acontecer, vamos nos render à nossa condição humana, e, a partir dela, construir as pontes do nosso crescimento. Só cresce quem é humilde. O orgulhoso acha que há atingiu a patamar da perfeição e que, se algo ainda não deu certo, é porque o mundo é culpado.
Nesses momentos, a humildade nos ajuda a enfrentar a nossa ignorância. O orgulho nos faz ter ilusões de grandeza a nosso respeito, e, assim, impede que identifiquemos os nossos erros para, então, superá-los. Por isso, muitas vezes, a nossa vida trava, por mais que se tente movimentá-la para frente, pois o orgulho é como um véu que encobre as nossas imperfeições e limites, e somente quem enxerga a sua própria realidade é capaz de muda-la.

Aceitemos que não somos obra pronta. Admitamos que somos um projeto em construção e que ainda carregamos pedras disformes que, aos poucos, serão naturalmente lapidadas. E não fiquemos tão desapontados conosco, porque nem Deus deixa de nos amar e compreender um minuto sequer nos momentos em que as nossas fraquezas se escancaram! Deus sabe que é a fraqueza que um dia nos fará forte, é a ignorância que nos trará a sabedoria, é a doença que levará à saúde, é o erro que nos conduzirá à experiência do acerto! Tudo está certo na ordem divina!

Hoje, eu só posso ser o que sou. E isso é bom. Isso é permitido. Isso é humano!
José Carlos de Lucca – Pensamentos que ajudam


A Cura Começa quando Paramos de Fugir do que Sentimos

Curar não se parece com um triunfo imediato, nem como uma luz acesa o tempo todo. Curar, muitas vezes, manifesta-se como cansaço, como silên...