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domingo, 1 de março de 2026

A Clareza que Nasce da Consciência

 

A clareza é presente que o estado meditativo nos dá. Exatamente essa clareza que faz sair da ilusão, da inconsciência, e enxergar as coisas como elas realmente são, com os olhos da consciência.

A partir desse olhar consciente, toda indignação, revolta e não aceitação são transformadas em compreensão, acolhimento e aceitação.

A partir desse olhar transformamos o sofrimento em gratidão.

Procure primeiro o Reino dos Céus, e tudo mais será acrescentado. O Reino dos Céus é alcançado no momento em que você se sente UM com tudo que existe; ele é o fruto de um estado de consciência que tem como origem a sensação de unificação.

A partir dessa consciência que tudo que você precisa para ser feliz, ou seja, tudo que precisa para cumprir o seu propósito, chega até você com graça e felicidade.

A sua paz está diretamente relacionada a sua capacidade de amar incondicionalmente.

Tudo que você não aceita, é tudo que te tira a paz. Ou você rende ao amor incondicional, ou o sofrimento será garantido.

Coloque tudo na perspectiva da eternidade, coloque tudo na perspectiva do que é real.

Quando você olha para uma experiência a partir desse olhar, quando se mantem consciente de que ela é apenas uma entre as incontáveis que você já experienciou e as infinitas que ainda irá experienciar, que você começa a desidentificar dela.

Quanto mais você avança no processo de desidentificação, ou seja, quanto mais sustenta a observação, mais clareza você tem e, consequentemente, mais você se cura.

Independentemente do que lhe aconteça, seja grato.

Tudo que vivenciamos, a nossa colheita, é referente a algo que emanamos naquilo que chamamos de passado, ao nosso plantio. Então, por mais que você não esteja feliz com a realidade que está criando, por mais que esteja ainda manifestando a partir do inconsciente, seja grato simplesmente por poder cocriar tudo aquilo que desejar.

Olhares sobre o Viver · Escolinha Espiritualista
Texto: Julieta Yoshimura
Título: Elaine Pita

quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

O Despertar Não se Impõe, se Sustenta

 


É natural que o despertar traga consigo o desejo de ver o outro despertar.

 

Uma vez que você abre os olhos, é comum querer que todos os abram. E o próximo passo é você compreender que cada um tem a sua hora e que, no final, é tudo uma questão de livre arbítrio.

E é exatamente quando você toma essa consciência, quando solta o desejo de mudar o próximo e foca sua energia em manter-se desperto, que você se torna um catalisador para o despertar do próximo.

Se você não consegue imaginar, você não consegue sentir e, se você não consegue sentir, então não consegue manifestar.

Tudo que você não consegue imaginar, tudo que acredita ser impossível, são exatamente as crenças limitantes que você precisa curar.

A cura acontece à medida que você experiência o amor incondicional, ou seja, à medida que reconhece em si as infinitas possibilidades.

Ou você sustenta a sua verdade, ou o sofrimento será garantido.

Muitas vezes o que nos tira do caminho da verdade é o medo da não aceitação, do não pertencimento.

Enquanto você não compreender que está sozinho na jornada, enquanto não se sentir completo em si mesmo e soltar tudo e todos, os medos oriundos da ilusão da separação o conduzirão o sofrimento.

Cada ser passará por um conjunto de experiências até que o inevitável aconteça, até que se torne consciente de que somente o amor existe.

Essa consciência só pode ser atingida através do soltar e aceitar o divino em si.

Você precisa baixar a guarda para o amor, ou seja, você precisa dar licença para que ele possa se manifestar através de você.

Nenhum medo irá durar para sempre, não há sofrimento que um dia não terá seu fim.

Somente o amor existe e somente ele existirá, ou seja, se você está experienciando um sentimento diferente do amor, a única certeza é de que, mais dia ou menos dia, ele terá um fim.

Então, por mais que hoje você se encontre em um cenário desafiador, saiba que é uma questão de tempo até que você olhe para ele com um olhar de gratidão.

Somos um canal de manifestação de Deus, o Todo.

Você só irá realmente compreender isso quando, nem que por um instante, você experienciar o sentimento de unificação, ou seja, você se sentir Ele.

Quanto mais você sustentar essa consciência, quanto mais sustentar o estado meditativo e observar Ele atuando através de você, maior será o seu sentimento de gratidão.

Somente você é capaz de se livrar dos seus incômodos.

Enquanto você acreditar que o outro precisa se comportar da forma como você gostaria para que ele não te incomode, enquanto sua paz depender do externo, fatalmente, você atrai para si pessoas e situações que serão gatilhos para os seus incômodos.

Já quando você, através do autoconhecimento, se dedica a compreender quem em você ainda se sente incomodado, você é agraciado com a clareza que te permite sustentar a paz mesmo que o outro queira de forma consciente te incomodar.

Olhares sobre o Viver · Escolinha Espiritualista
Texto: Mestra Julieta Yoshimura
Título: Elaine Pita

A Cura Começa quando Paramos de Fugir do que Sentimos

Curar não se parece com um triunfo imediato, nem como uma luz acesa o tempo todo. Curar, muitas vezes, manifesta-se como cansaço, como silên...