domingo, 1 de fevereiro de 2026

Quando Amar Deixa de Ser Regra e se Torna Escolha

 


A  Lei de Ouro não é um ensinamento recente.

Ela atravessa séculos, culturas e civilizações, revelando-se um princípio genuíno, de imenso valor para o aperfeiçoamento moral, intelectual e emocional da humanidade.

Sua repetição ao longo do tempo não é acaso — é pedagogia divina. Aprendemos por contato constante, como crianças espirituais em processo de amadurecimento.

Amar o próximo não é um gesto automático. É construção interior, um germinar lento de virtude,

uma essência divina despertando pouco a pouco.

Quando olhamos para nossos ancestrais, percebemos o quanto a humanidade já caminhou. O progresso é lento, mas real.E isso consola, porque o fardo se torna mais leve quando entendemos que estamos em processo.

Nesse caminho de aprendizado, um ponto especialmente bonito se revela: ao falar da Lei de Ouro, Jesus trouxe leveza ao ensinamento.

Antes, o princípio surgia muitas vezes em forma de restrição: “não faça ao outro…”

Com o Cristo, o verbo ganha vida: ame, faça o bem, perdoe, viva, agradeça, seja luz.

Ele não apresentou apenas limites, mas caminhos.

Não apenas proibições, mas convites à prática do amor.

É como se a lei deixasse de ser apenas contenção do mal para se tornar construção consciente do bem.

O amor ao próximo ainda é exercício, mas caminha para se tornar expressão natural do espírito.

Nessa mudança de perspectiva, o amor deixa de ser regra e passa a ser escolha viva do espírito.

Cada passo nessa direção é semente de um mundo mais consciente e fraterno.


Olhares sobre o Viver · Escolinha Espiritualista
Reflexão autoral de Elaine Pita
Inspirada no texto “A Regra Áurea”, do livro Caminho, Verdade e Vida, pelo Espírito Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Na Tempestade, Tempo de Confiança

  Diante da tempestade, os discípulos clamam por socorro. Jesus os atende, acalma os ventos… e então pergunta:“Onde está a vossa fé?” A perg...