A Lei de Ouro não é um ensinamento recente.
Ela atravessa séculos, culturas e civilizações, revelando-se um princípio genuíno, de imenso valor para o aperfeiçoamento moral, intelectual e emocional da humanidade.
Sua repetição ao longo do tempo não é acaso — é pedagogia divina. Aprendemos por contato constante, como crianças espirituais em processo de amadurecimento.
Amar o próximo não é um gesto automático. É construção interior, um germinar lento de virtude,
uma essência divina despertando pouco a pouco.
Quando olhamos para nossos ancestrais, percebemos o quanto a humanidade já caminhou. O progresso é lento, mas real.E isso consola, porque o fardo se torna mais leve quando entendemos que estamos em processo.
Nesse caminho de aprendizado, um ponto especialmente bonito se revela: ao falar da Lei de Ouro, Jesus trouxe leveza ao ensinamento.
Antes, o princípio surgia muitas vezes em forma de restrição: “não faça ao outro…”
Com o Cristo, o verbo ganha vida: ame, faça o bem, perdoe, viva, agradeça, seja luz.
Ele não apresentou apenas limites, mas caminhos.
Não apenas proibições, mas convites à prática do amor.
É como se a lei deixasse de ser apenas contenção do mal para se tornar construção consciente do bem.
O amor ao próximo ainda é exercício, mas caminha para se tornar expressão natural do espírito.
Nessa mudança de perspectiva, o amor deixa de ser regra e passa a ser escolha viva do espírito.
Cada passo nessa direção é semente de um mundo mais consciente e fraterno.
Olhares sobre o Viver · Escolinha Espiritualista
Reflexão autoral de Elaine Pita
Inspirada no texto “A Regra Áurea”, do livro Caminho, Verdade e Vida, pelo Espírito Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier.

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